sábado, 16 de agosto de 2008

[rela]ação de quinta_01




“Você é egoísta”. Essa frase é dele. Resolvi aceitar porque no fundo, acredito nisso. Odeio quando chego em um lugar e ele está rodeado de mulheres. Odeio quando ele faz comentários sobre outras mulheres. Odeio quando ele recebe mensagens e lê escondido. Odeio quando ele canta músicas românticas e eu sei que não são pra mim. Odeio os abraços longos e demorados que ele dá as amigas; e principalmente a uma delas. Odeio o desejo que ele tem de ficar com outras mulheres. Odeio imaginar coisas que passam na cabeça dele. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio. Odeio.

Não, não somos namorados e estamos longe disso. Como não temos nada, resolvo me afastar. Isso sempre piora, porque minha cabeça criativa imagina milhares de causos. De todos os tipos. Quando ele me liga alegre eu penso que ele estava com alguém. Quando ele me liga triste, imagino que algum “esquema” dele tenha dado errado.

Fico em casa. Sonho com ele. Acordo pensando nele. Como seria legal se ele estivesse aqui, penso. Resolvo fazer uma surpresa. Vou assisti-lo tocar. Tentativa frustrada de me esconder. Fui avistada logo na entrada. Cumprimento. Falo com todos. Sinto que ele está feliz. Fico feliz por isso. Olho com desejo pra ele. Imagino ele falando coisas no meu ouvido. Ele começa a tocar.


Sinto frio. Olho pro lado. Ela chega. Sinto raiva. Muita raiva. Despeço-me dos amigos. Levanto e vou embora. Sinto vontade de matar. Os dois. Nada posso fazer. Pego meu ônibus. Choro. Sinto minha garganta doer. Passo no mercado, compro uma coca-cola pra me acalmar. Chego em casa e percebo que estou com febre. Ele liga. Peço desculpa, não sei pelo que. Ele diz que queria que eu estivesse lá. Eu não estava.

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